“Um espectáculo teatral diferente do mais tradicional onde se pode rever e recordar grandes acontecimentos que marcaram
a história mundial.
Quando entramos na sala somos confrontados com bandeirinhas colocadas em cada cadeira. Ficamos com um país atribuído fazendo
parte das Nações Unidas e prontos a assistirmos a uma peça de teatro, que parece uma aula mista de história com toques de
política e filosofia.
Esta peça tem na cenografia a presença dum mapa mundo e de vários elementos videográficos, para ajudar na reflexão sobre
a política internacional, exibindo várias imagens referentes a momentos importantes da história passando pelos anos 40, 80,
à entrada nos anos 90 passando pelo presidente Clinton, ao 11 de Setembro, à democracia e à globalização.
Para nos ajudar nesta reflexão, os actores interagem connosco de forma satírica, lançando algumas questões, nomeadamente
questionando sobre como abordar o fatídico acontecimento do 11 de Setembro. Chega a haver referências do terramoto de 1755,
abordando a diferença entre algo resultante dum desastre natural e algo resultante dum acto de terrorismo.
De vez a vez, somos convidados, quando uma luz acende, a colocar os auscultadores, para escutarmos uma parte da peça, como
se estivéssemos realmente a assistir uma convenção das Nações Unidas, ou até mesmo optar por ouvir a locução em vez dos actores.
No final quem quiser pode assinar e comprovar que esteve presente nesta convenção, dado que no início da peça temos a leitura dos
artigos a que vamos assistir, chegando mesmo os actores a fazerem referência à Lei Internacional ao Plágio dadas as músicas e
as imagens que utilizam.
Trata-se de uma peça diferente dos clássicos a que estamos habituados a assistir, dada a interacção que existe em palco,
alternando entre a interpretação, cinema e videoclips, bem como a temática que é abordada. São temas que ficaram marcados na
história e que continuarão a ser falados e comentados durante muitos anos.”