Projeto
Espetáculos

Recurso(s) (2025)

RECURSO(S) (2025)

RECURSO(S)-2025 é um projeto desenvolvido pela Estrutura que dá continuidade ao programa de formação Recurso e que conta com as parcerias da CRL – Central Elétrica e Rua das Gaivotas 6. O programa de formação em torno das artes performativas, coordenado por Cátia Pinheiro, José Maria Vieira Mendes, José Nunes e Vânia Rodrigues, tem como foco a criação e a produção e é orientado para a pesquisa, reflexão, pensamento crítico, experimentação e produção e conta já com três edições (2018, 2021 e 2024).

À semelhança do que aconteceu em 2022, ao programa de formação segue-se a atividade RECURSO(S), composta por um programa de mentoria da parte da coordenação do Recurso e de um conjunto de mentores externos convidados, que inclui uma bolsa de criação com o valor financeiro de 5.000€, residência e apresentação a atribuir a um projeto resultante da última edição do Recurso.

O projeto selecionado deste ano é PAPI [título provisório], de José Gregório Rojas.

Coordenação: Cátia Pinheiro e José Nunes

Colaboração: José Maria Vieira Mendes, Vânia Rodrigues, CRL – Central Elétrica. 

Bolsas de Criação: José Gregório Rojas (PAPI).

Assistência à Direção Artística: Maria Inês Peixoto

Coordenação de Produção: Inês Carvalho e Lemos

Comunicação: Romana Naruna

Parceria: CRL – Central Elétrica e Rua das Gaivotas 6

Entidade financiada por: República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das
Artes

PAPI [título provisório]

PAPI [título provisório] constitui-se enquanto um universo de investigação e criação artística em torno de masculinidade e identidade de género. O processo foi iniciado no âmbito da participação de José Gregório Rojas no RECURSO entre março e julho de 2024 e a seleção do projeto para subsequente fase de criação em outubro de 2024 na CRL – Central Elétrica (Porto).

Partindo de uma pesquisa autobiográfica, José Gregório tem pesquisado, criado e experimentado materiais diversos (textuais, videográficos, musicais e performativos) em conjunto com outres artistas e agentes entrevistados durante a pesquisa, num processo dialético de investigação e criação artística que reflete e discute significados e significantes que sustentam e reforçam o entendimento da masculinidade no séc. XXI e as suas implicações nas comunidades onde nos inserimos.

Papi (substantivo; adjetivo): Diminutivo para “Papá”, usado carinhosamente pela descendência do primeiro; Nome carinhoso para criança, designada à nascença enquanto “niño”, com quem se estabelece (ou não) filiação familiar (variante: Papito); Palavra que descreve ou fetichisa “homem” latinoamericano sensual, atraente, com quem se estabelece um vínculo afetivo, sexual e/ou romântico (derivação: Papacito (as in “Chef Papacito”, especialmente se a pessoa tiver dotes de culinária reconhecidos por determinado grupo de pessoas) ); Nome dado a alguém com quem se estabeleceu um vínculo romântico; Nome dado a personagem, com teor pejorativo e homofóbico, podendo reverberar em violência na vida real. Partindo da pesquisa que apelidou de PAPI, José Gregório Rojas convida-nos a migrar por retalhos, textos, canções, imagens e corpo autobiográfico que intitulou PAPI [título provisório], refletindo sobre como, quais e quão provisórios podem ser os títulos que antecedem o nosso nascimento e como se prolongam após o nosso “penúltimo” dia.

Direção Artística e Interpretação: José Gregório Rojas

Vídeo e Imagem: Catarina Luís

Composição e Arranjo Musical: João Luís

Mix, Master e Apoio à Produção Musical: Yuri Bonfim

Desenho e Operação de Luz e Som & Videomapping: Vida Oliveira

Styling de Figurinos: Maria do Carmo

Design de Máscara: Laura Rodrigues

Execução de Máscara: Marco Rojas

Apoio ao Design e Execução da Máscara: Martin Alejandro Rojas

Arquivo Fotográfico: Nubélia Nóbrega

Apoio à produção: Associação Wamãe | Antropologia Pública

Apoio: Barreirinha Bar Café, Estimei, Loja e Atelier e Restaurante Dona Arepa