BOLSAS DE CRIAÇÃO RECURSO(S) (2022)

As Bolsas de Criação Recurso(s) 2022 são o resultado de uma parceria entre a Estrutura e a CRL – Central Elétrica que, em conjunto, lançaram uma convocatória destinada a participantes no Recurso 2021. Foram selecionados os projetos “techno-fire” de Eduardo Batata e “Happy Hour” de Natasha Bulha Costa.
Cada bolsa de criação contempla um valor financeiro de 3.000€, residência, ensaios, montagens e apoio técnico. Os projetos serão apresentados no espaço da CRL – Central Elétrica, em dezembro de 2022.

Criadorxs selecionadxs: Eduardo Batata e Natasha Bulha Costa

Seleção dos Projetos: Cátia Pinheiro, José Maria Vieira Mendes, José Nunes, Vânia Rodrigues (Coordenação Recurso 2021), André Braga e Cláudia Figueiredo (CRL – Central Elétrica)

Residências: CRL – Central Elétrica

Parceria: Estrutura e CRL – Central Elétrica

Entidade financiada por: República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das Artes

CALENDARIZAÇÃO

17 a 18 de dezembro de 2022

– CACE Cultural do Porto:

“techno-fire” de Eduardo Batata

– Auditório

“Happy Hour” de Natasha Bulha Costa

– Sala L

“techno-fire” de Eduardo Batata

Tudo o que sei da minha infância e adolescência criei ontem à noite a ouvir techno. techno-fire é um fogo que não queima os corpos, mas que é usado para ficcionar sobre o passado, sobre o que queremos manter, sobre o que queremos apagar e sobre o que queremos ficcionar. Numa relação entre íntimo e político, cura e ficção.
Além de reescrever o passado pessoal é importante re-pensar o passado coletivo de comunidades queer, trans e não binárias. É fundamental construir uma noção de ancestralidade queer. Techno fire pensa o fogo através de conceitos como transumanismo e ancestralidade.
Que identidades criaram as bruxas queimadas nas fogueiras. Os corpos constantemente apagados. Que memórias de figuras como fadas e sereias transportamos no nosso imaginário. Onde o techno e a tecnologia nos levam? Quanto de cyborg ou de humano temos em nós? quando passámos a ser ex-humanos ou non-binary-cyborgs, bruxas-cyborg, tcheno-farys, butch-farys, femme-marmeid, elfes ou techno-bodys.

Criação: Eduardo Batata

Interpretação: Aura e Eduardo Batata

Criação Sonora: Dianna Excel

Folha de sala-postal: Orlando Castro
 
Outfits: Alexandre Simões

Residência: CRL – Central Elétrica

Apoio: Estrutura e CRL – Elétrica

Projeto integrado nas bolsas de criação Recurso(s) 2022 promovidas pelas Estrutura e pela CRL – Central Elétrica

“Happy Hour” de Natasha Bulha Costa

Quando nos questionamos sobre o sentido da vida, enquanto pessoas que cresceram numa sociedade da cultura ocidental, a resposta que mais ouvimos é “ser feliz”. O nosso propósito não será termos um momento de “felicidade” durante uma hora, mas falarmos sobre ela num ambiente íntimo de festa entre amigos. A necessidade de procura incessante da concretização pessoal através do optimismo e fé num futuro promissor, a tríade capitalista patriarcal casa-família-trabalho, o mito da meritocracia, o consumo como forma de compensação e elevação a uma posição social, as relações sociais e amorosas binárias que nos engavetam e nos fazer acreditar no amor e sexo como salvação e alívio imediato de descompensações mentais, a saúde e a doença, a vida e a morte, o amor e a raiva, a hiperactividade e a procrastinação, o ócio e “o negócio com o ócio”, o meio e o “fim-ambiente”: quais as nossas inquietações? O que é que nos faria REALMENTE felizes? O que é um “final feliz”?

Direção Artística, Criação e Interpretação: Natasha Bulha Costa

Apoio à Criação, Vídeo, Fotografia e Operação Técnica: Miguel F.

Produção Executiva: Natasha Bulha Costa

Produção: InterStruct Colletive

Residência: CRL – Central Elétrica

Apoio: Estrutura e CRL – Elétrica

Projeto integrado nas bolsas de criação Recurso(s) 2022 promovidas pelas Estrutura e pela CRL – Central Elétrica